quarta-feira, 26 de abril de 2017

Elos na Beira Alta

Na escola de Vale de Madeiros
Regressar a Canas de Senhorim e Nelas é sempre um prazer. Acabo sempre por rever amigos e paisagens, usufruindo da habitual hospitalidade beirã. Fiquei muito bem instalado no pombal das Casas do Visconde, retemperando energias. Desta vez, respondi ao convite para participar nos "Elos de leitura", iniciativa da Biblioteca Municipal de Nelas. Para além de ter apresentado o meu livro “Rimas salgadas”, conduzi a oficina “Recolectores de Palavras” pelas ruas de Nelas e de Canas. Mas a minha primeira paragem, neste breve circuito, foi na Escola Básica de Vale de Madeiros onde voltei a estar com os meus leitores. Como cresceram… foi uma sessão um pouco disparatada mas que nos soube a todos muito bem. 
 Nelas: perguntado ao Sr. Américo qual era a sua palavra favorita
 Encontrámos "honestidade" nas paredes de Nelas
 Nelas
Construindo o poema em torno de uma mesa (coletivo)
No dia seguinte pela manhã, andámos pelas ruas da cidade de Nelas em busca de palavras para construir um poema coletivo na Universidade da Terceira Idade. Eramos muitos, cerca de 80, mais velhos e mais novos, perguntando a quem passava pela sua palavra mais querida (palavra favorita) e recolhendo outras pelas paredes, pelo chão ou em jornais esquecidos. Em Canas de Senhorim a tarde foi muito animada, tendo o grupo atingido plenamente os seus objetivos – ficámos todos contentes! O encontro da manhã de 21 de abril na EB 2.3 de Nelas, na sua Biblioteca escolar, foi o mais forte e mais participado deste périplo. Seguindo o mote da Liberdade, foram surgindo questões cada vez mais profundas, algumas difíceis, mas todas encontraram a sua resposta naquela casa das palavras. De tarde estive numa outra biblioteca escolar, a de Canas de Senhorim; perante uma assistência pasmada, apresentei a minha obra, mostrando também alguns originais do meu livro. Depois foi tempo de fazer as malas e descer do planalto beirão em direção a Torres Vedras, onde me esperava uma sessão de contos com o meu companheiro narrador Luís Carmelo.

domingo, 23 de abril de 2017

Dia Mundial do Livro: Bem-vindos à Biblioteca do Bairro!


Neste Dia Mundial do Livro, publico aqui o cartaz que anuncia a inauguração da Biblioteca do Bairro (no próximo dia 26 de abril às 10 horas) uma biblioteca híbrida com morada na Escola Básica Homero Serpa no Casalinho da Ajuda (Um território educativo de intervenção prioritária). Esta iniciativa é uma das frentes de intervenção do Projeto Bairro Leitor (Bip Zip) e tem sido animada pela comunidade educativa da escola. São 3 mulheres de grande valor, a par de funcionárias e professores da escola, que animam e coordenam este espaço: Mónica Cordeiro (Academia de Jovens do Casalinho da Ajuda - fundamental na ligação real ao bairro), Lurdes Caria (Professora Bibliotecária -.Agrupamento de Escolas Francisco Arruda) e a minha companheira de Associação Maria José Vitorino (Laredo A. C.). Num território de grandes problemas sociais, de intervenção prioritária, onde o trabalho em torno das literacias é urgente, esta biblioteca propõe-se como lugar de partida, recuperando a escola como espaço social de referência em comunidades excluídas. Acreditamos que a leitura, entendida num conceito contemporâneo mais lato, contribui para a humanização dos territórios urbanos. 
Se quiserem aparecer na inauguração, são bem-vindos/as!  

segunda-feira, 17 de abril de 2017

3Is com crianças ciganas


Palavras quase arrazoadas
no final de mais uma sessão
Biblioteca Municipal de Pombal
Conversando em circulo sentados no chão da Biblioteca municipal de Pombal

Trabalhar a escuta, o volume da voz, esperar pela palavra do outro. Propor o pensamento junto com o olhar atento. Fomentar o trabalho colaborativo em diferentes desenhos de grupo (tandem, companha ou grande grupo). Promover a justiça nas relações. Promover as diferentes linguagens como veículo de comunicação. Enfraquecer a agressividade gratuita, substituindo-a por uma autoestima trabalhada atentamente pelos mediadores. Propor momentos de reflexão coletiva onde todos têm direito à palavra. Na realização destas intenções surgem dinâmicas de grupo, onde o corpo em movimento e a voz permitem a construção de momentos de verdadeira alegria. O livro, o desenho e o canto entram neste fazer em conjunto. Rir! Não esquecer de trazer a necessária intuição, paciência, bem como objetivos bem traçados para o trabalho em Biblioteca.
Rir! Disparatar!
Mais livros!
Há livros com buracos...
Deixei ficar, com os técnicos da Biblioteca Municipal, algumas propostas de trabalho, a que poderão dar continuidade, Estarei de regresso no Verão...


domingo, 16 de abril de 2017

Com as crianças ciganas de Pombal

No dia 10 de abril, iniciei na Biblioteca Municipal de Pombal um ciclo de mediação artística e leitora junto de um grupo de aproximadamente 20 crianças ciganas. Quem me desafiou para estas intervenções foi a Ana Maria Cabral, coordenadora da Biblioteca Municipal de Pombal. Integro um projeto “Escolhas” que decorre localmente – “3Is-Intervir, Integrar e Incluir-E6G”. Esta primeira sessão que decorreu animadamente na sala infanto-juvenil teve a presença das vereadoras Catarina Silva e Ana Gonçalves, para além das representantes do programa “Escolhas”, sob o olhar atento do pastor Manuel da Igreja Filadelfia Cigana. Iniciei a manhã com uma pequena dinâmica de concentração que truxe logo muita risada à atividade. Segui pelo conto e outras brincadeiras em oralidade e apresentei um uma serie de livros divertidos a uma plateia muito interessada. Fechámos a sessão com uma atividade gráfica em torno do corpo (Eu sou Tu) que continuará na próxima segunda-feira.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A "Máquina da Poesia" com os jovens da ETAP/Cerveira



Já não me lembrava deste vídeo feito pelo Patrick Esteves (ETAP/Cerveira) numa das minhas idas à Biblioteca Municipal de Vila Nova Cerveira. Quem conhece a "Máquina da Poesia" vai reconhecer os movimentos todos... Também não faltou o Kuduru de "Calçada de Carriche" (António Gedeão)... Arquivado. Obrigado Patrick.

Oficina Improvável inclusiva em Torres Vedras

As “oficinas improváveis” continuam a percorrer as Bibliotecas Escolares do Concelho de Torres Vedras, uma iniciativa da Biblioteca Municipal dedicada aos alunos com necessidades educativas especiais. A oficina de Abril teve lugar (de novo) no Agrupamento de Escolas Madeira Torres mas com um outro grupo de alunos. Uma realidade bem distinta do grupo anterior, que precisou de maior recolhimento, outras dinâmicas e outros livros. Trabalhar com o espectro do autismo requer uma abordagem específica mas que deverá apontar sempre para a inclusão. A sessão de 4 de abril foi completamente inclusiva! Tinha pensado fazer uma sessão tranquila na Biblioteca Escolar, mas era o último dia de aulas e as crianças andavam de um lado para o outro numa agitação própria já dos dias de férias – entravam na biblioteca para ver o que se passava ali… Acabei por propor que se fossem juntando ao grupo especial que ali estava já sentado. Não mudei muito o programa. Apresentei os livros que tinha preparado para os alunos especiais, apenas acrescentando umas quantas histórias disparatadas, pois a biblioteca tinha acabado de ser invadida por meninos e meninas de Jardim-de-infância que se juntaram a outros alunos de várias proveniências que já lá estavam... Foi uma festa! Muita risada… Reparei que os professores iam tomando notas dos livros mediados e participando em todas as brincadeiras propostas. Assim vale a pena... Foi por iniciativa de Goretti Cascalheira (obrigado, amiga!) que surgiram estas corajosas oficinas improváveis que têm funcionado, também, como laboratório, permitindo ir aferindo metodologias, selecionar livros e adequar a comunicação. O modelo está testado, podendo ser aplicado noutros concelhos do país, por iniciativa das bibliotecas locais. Agora é preciso chegar às famílias, batalhar pelo empréstimo domiciliário especializado e promover lugares inclusivos nos espaços de leitura pública.

terça-feira, 11 de abril de 2017

8 de Abril

Finalmente fui à Biblioteca Municipal de Santo André (Santiago do Cacém) contar histórias. O namoro durava há dois anos e eu sem encontrar uma data para me fazer à estrada, Alentejo fora. Lá participei nos “Contos Traquinas”, tratando de me portar convenientemente mal, fazendo jus ao título da sessão. Parece que a assistência, de boa escuta, apreciou a minha prestação. Muito obrigado à Ana Peredo e equipa pelo carinho e profissionalismo. Foi bom ver algumas caras conhecidas. Da próxima vez arranjo mais tempo para aproveitar e conhecer as lagoas da Sancha e Santo André.