segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Rio de Contos - OBRIGADO

Só me apetece desenhar um OBRIGADO muito grande e colorido depois deste fim de semana de “Rio de Contos”! Obrigado aos escutadores de histórias, aos vizinhos, aos leitores que foram um público lindo. As primeiras palavras vão para a Fernanda Eunice que nos desinquietou para a realização deste primeiro Encontro de Narração Oral de Almada – conseguimos! O trabalho de mediação leitora no Concelho vai amadurecendo e os contos ajudam a reunir as pessoas em torno das bibliotecas. Logo a seguir, agradeço à equipa da Rede de Bibliotecas de Almada (são muitos!): sem o vosso afã nada disto acontecia. Obrigado aos fantásticos operacionais da junta da União das Freguesias da Trafaria e Caparica que não deixaram falhar nada. Obrigado à Biblioteca da Trafaria e à sua equipa. Obrigado aos vendedores do mercado e proprietários dos cafés pela vossa paciência. Obrigado aos livreiros que acorreram a este encontro. Obrigado à Nossa Senhora que esteve presente de hora a hora com as sonantes badaladas do sino da igreja. Obrigado Slammers por terem trazido a vossa poesia (Parabéns ao Nuno Piteira pelo 1º lugar no Slam Portugal! Obrigado por seres proactiva, Raquel!). Obrigado à equipa Laredo, da atenta Maria José Vitorino à discreta Madalena Horta OBRIGADO CONTADORES (Thomas Bakk, António Fontinha, Cristina Taquelim, Ana Sofia Paiva, José Craveiro, Cláudia Sousa, Paula Cusati e narradores da Rede de Bibliotecas de Almada) por nos terem trazido a vossa magia. Obrigado ao nosso Tejo que continuamente se faz ao Mar, aqui mesmo, na Trafaria.

Público: http://www.publico.pt/local/noticia/contos-aqui-ali-e-acola-1709067

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O escaravelho das nossas árvores

Ilustração: In Troncos e marés.
Miguel Horta, acrílico sobre tela, Appleton Square. 2012
Tempos estranhos, estes… A palmeira que fica em frente à janela da nossa casa morreu. Aos poucos foi deixando cair as palmas, desamparadas, no chão. Exatamente como uma pessoa que desiste, acometida por uma profunda mágoa. “É a praga do escaravelho”, diz-me o jardineiro de cenho carregado. Percorro as ruas e as estradas do meu país; aqui e ali, lá estão as palmeiras mortas, silenciosas, às vezes apenas um toco serrado abandonado num jardim onde já ninguém vai. Quando atravesso o Alentejo e vejo um montado bem tratado, fico contente; nada me dói mais do que um sobreiro morto na imensidão da paisagem. Sou irmão daquela árvore, o seu todo representa uma pessoa de gesto erguido aos céus. No meu País as árvores vão morrendo tristes, acometidas por uma qualquer praga, tal e qual as pessoas com quem me cruzo todos os dias, atacadas em segredo pelo inseto voraz da tristeza. Falo-lhes da praga, mas elas olham para o lado, habituadas que estão ao seu fiel parasita. É possível mudar, digo-lhes com olhos de jardineiro. É possível fazer medrar o futuro, reflorir, redesenhando horizontes. A cobardia é tóxica, não favorece os brotos; no entanto, este é o tempo das grandes podas, da fertilização do território, para que a floresta que somos não feneça.  

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Biblioteca Cultural Central de Ideias

Por enquanto, não existe um espaço de leitura pública na Charneca da Caparica…Faz bastante falta. Entretanto surgem soluções locais muito engraçadas, entre o alfarrabista e a biblioteca. O senhor Valentim tem uma banca no centro da vila (Mário Casimiro), mesmo encostada à cúmplice montra do talho, onde vende, mostra e empresta livros a quem passa – A “Biblioteca Cultural Central de Ideias”. Já fiz umas doações e umas quantas aquisições para o nosso trabalho (Laredo) no estabelecimento prisional de Tires. Também já o escutei a entoar, com uns clientes, uma cantiga do Zeca. Há zonas do concelho de Almada onde os livros não chegam apesar do trabalho continuado da rede de bibliotecas de Almada. Por isso mesmo, cada vez faz mais sentido promover iniciativas como o “Rio de Contos” em diferentes lugares do concelho de Almada. O conto pode ser uma bela porta de entrada para a leitura.