terça-feira, 23 de maio de 2017

Novas datas para o Baleizão

"BALEIZÃO, o valor da memóriaAldara Bizarro+Miguel Horta
Depois da estreia no Museu do Dinheiro, aqui vão as datas e locais dos próximos espectáculos. 
29 de maio – 14 h – SMUP (Sociedade Musical União Paredense) – Rua Marquês de Pombal (ao pé da estação) – Parede (Entrada Livre). 1 de Junho – 10.30 h e 14.30 h – Museu do Dinheiro (Banco de Portugal) (Entrada é livre, mas com reserva -Telefone: 351 213 213 240) . 3 de Junho – 21.30 h – Centro das Artes do Espectáculo – Sever do Vouga

Mais sobre este trabalho, AQUI

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Miríade de Histórias 2017

Fotografia - por cortesia do Museu de Serralves

À semelhança dos anos anteriores, o desafio colocado às crianças nesta 3ª edição
foi o de construírem perspetivas próprias e, com autonomia,
 imaginarem os discursos que livremente surgiram, também através das suas pesquisas.
O trabalho, à semelhança das metodologias de trabalho próprias da Escola,
 foi desenvolvido em pequenos grupos, para a criação de um percurso que foi partilhado com os visitantes do Museu de Serralves
 
Terminou no Museu de Serralves mais uma edição de “Miríade de Histórias”, um projeto inclusivo de mediação em Museus que envolveu professores e alunos da Escola da Ponte. Um projeto do Museu de Serralves, pensado pela Laredo associação cultural e realizado pelos alunos do grupo de iniciação da Escola da Ponte, Professores, mediadores do Museu e Mediadores da Laredo. Como sempre, a alma deste projeto foi Joana Macedo, contando com bela cumplicidade de Denise Pollini, responsável pelo Educativo do Museu. Sob o signo da participação e autonomia dos alunos, o Projeto Miríade de Histórias surgiu em 2014 para dar resposta a uma solicitação do Serviço Educativo do Museu de Arte Contemporânea de Serralves: criar uma atividade em conjunto com a Escola da Ponte, trazendo uma nova conceção de pedagogia participativa, onde os alunos são responsáveis pela criação e desenvolvimento de uma proposta de Mediação Cultural (Mediação em Museus), trazendo a sua voz e o seu olhar. Uma ideia que coincide, concordando, com o projeto pedagógico autónomo da escola da Ponte que se desenvolve em prol de uma cultura de participação e corresponsabilização dos alunos envolvidos no processo de aprendizagem. Nas edições anteriores, os alunos (sempre num grupo inclusivo) garantiram percursos mediados a quem visitou o Museu de Serralves no dia de encerramento do projeto. Os pequenos orientadores desta edição são do Núcleo de Iniciação da Escola da Ponte. O Núcleo de Iniciação recebe os alunos que estão a iniciar o seu percurso escolar, são os alunos mais novos e também os mais exigentes. O grupo deste ano é composto por 18 crianças com idades entre os 7 e os 10 anos. É um grupo inclusivo, com alunos que apresentam uma grande diversidade de interesses, perspetivas e formas de participação. Entre si partilham a curiosidade e o entusiasmo que caracterizam os alunos desta escola singular. 
Fotografia - Por cortesia do Museu de Serralves

Miríade de Histórias é um projeto inclusivo, na área da mediação cultural, desenvolvido no Museu de Serralves
 em estreita articulação com a comunidade escolar da Escola da Ponte,
através da atuação no terreno da Laredo, Associação Cultural com a equipa do Serviço Educativo Artes
O trabalho que antecedeu a apresentação pública foi aturado e surpreendente (ver aqui).Recebemos os visitantes no dia 9 de abril 2017. As crianças partilharam com os participantes curiosos o seu ponto de vista sobre a exposição de  Philippe Parreno: A Time Coloured Space". Os alunos dividiram-se em três grupos de pequenos mediadores interrogando quem os acompanhava e propondo pequenas brincadeiras participativas. Foi uma manhã cheia e divertida como poderão confirmar pelas fotos aqui publicadas por cortesia do Museu de Serralves. Fico sempre muito impressionado pela forma natural, quase orgânica, como a Escola da Ponte promove a inclusão, logo no início (precocemente), a partir dos pequenos grupos. É por isso natural ver as crianças especiais desempenhando exactamente os mesmos papeis que os colegas. Gostei imenso de trabalhar com estas crianças! Mais uma vez, os ecos desta prática fazem-se sentir em cada nova proposta que escrevemos.

Fotografia - Por cortesia do Museu de Serralves
 Respondendo aos desafios dos alunos.... 

domingo, 14 de maio de 2017

Olhinho em ti

A pera e a maçã foram feitas pela criança...
Hoje venho falar-vos de uma ferramenta muito simples e barata que também uso na promoção do jogo simbólico (faz de conta): os olhinhos de plástico que se compram em bazares chineses ou em papelarias. Os olhinhos colam-se a qualquer objeto atribuindo-lhe, imediatamente, uma personalidade, convidando à criação de diálogos. Um marcador grosso (do género Sakura ou Edding 3000) servirá para fazer boca e nariz (também pode ser feito com com autocolantes coloridos); é bom que se proponha à criança que colabore na construção da personagem. Aproveitamos a ocasião para estabelecer um diálogo animado que aos poucos vai acrescentando conhecimentos no contexto da brincadeira: “Ó Dona laranja, como é saborosa! Posso fazer um sumo consigo?” Diz a banana à laranja(...) Poderemos ir ampliando o universo da proposta com intertextualidades, basta ter uma biblioteca por perto que tenha o livro “A surpresa de Handa” (saber mais sobre este livro) ou outro que venha mesmo no seguimento. E de repente, passámos a conhecer outras frutas, outros animais, um diálogo entre crianças, o mundo… Quem sabe a atividade não termina com uma salada de frutas… Esta pequena nota serve também para relembrar a importância de pensar articuladamente, numa relação direta com as experiências diretas do meio, de preferência com um projeto bem estruturado.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Oficina de ilustração: Quem medo do lápis?


Na (linda) Biblioteca Municipal de Torres Vedras está patente uma pequena exposição de ilustrações a lápis (preto e branco) feitas para os meus livros Dacoli e Dacolá, Pinok e Baleote e Rimas Salgadas. No sábado 20 de maio às 15.30h, vou orientar uma oficina informal de desenho a lápis (preto e branco) para famílias. Para quem acha que não sabe desenhar. Não se esqueçam de fazer a vossa inscrição atempadamente.
 Biblioteca Municipal de Torres Vedras
2ª: 14h00 às 18h30
3.ª a 6.ª: 10h00 às 18h30
Sáb.: 14h00 às 18h00
Largo Justino Freire Nº 9 2560-636 Torres Vedras 261310460 biblioteca@cm-tvedras.pt

"Há palavras que nos libertam"...

Maria José Vitorino
Está a decorrer na Biblioteca Almeida Garrett (Porto) o segundo curso Leitura, Biblioteca e Estabelecimentos Prisionais, promovido pela Laredo Associação Cultural – Uma consequência natural do projeto Gulbenkian “Leituras em Cadeia”. Verificamos com espanto a presença de docentes de norte a sul do país; o grupo participante é curioso e empenhado, colocando questões pertinentes que vão moldando o rumo do curso. Esperamos, numa próxima edição desta formação, poder contar com a presença de técnicos de tratamento prisional (DGRSP)… Deixo aqui um dado muito significativo sobre as nossas anfitriãs (Biblioteca Municipal Almeida Garrett): decorre, desde 2005, o Círculo de Leitura e Escrita Criativa do Estabelecimento Prisional da Polícia Judiciária do Porto ( “Há palavras que nos libertam” ) orientado por Ana Saldanha em colaboração com Maria João Sampaio e Ana Luísa Ramos. Um trabalho meritório e de grande qualidade que torna natural a presença do Curso Laredo neste espaço de leitura pública.
Projeção de um fotograma do filme "Espaço/Tempo" de Tiago Afonso, cineasta do Porto
Foto: por cortesia de Carla Machado

terça-feira, 9 de maio de 2017

A Alma cigana é livre como o vento...

Teve lugar, hoje de manhã, na Biblioteca do Bairro (Escola Básica Homero Serpa – Bairro do Casalinho da Ajuda) uma sessão de construção de sussurradores, incluída na iniciativa Casa das Artes, do Projeto Bairro Leitor (Bip Zip). A sessão foi coordenada por Miguel Horta e Lurdes Caria (Professora Bibliotecária) em colaboração com os professores da escola. Foi uma manhã criativa e agitada na companhia dos alunos Pief . E agora, depois de estarem prontos os sussurradores? Levamos os sussurradores para a procissão, nos santos Populares? E que sussurrar? Frases! Frases e versos como fizemos com a Máquina da poesia. Tipo: “A alma cigana é livre como o vento?” Isso!
Para a semana, vamos finalizar os sussurradores e os mais novos vão experimentar a oficina “Eu sou Tu”.

domingo, 7 de maio de 2017

Seguindo o fio da respiração

A minha amiga Claire Fressynet está expor na expor na Biblioteca da Junta de Freguesia da Estrela (Rua do Quelhas 32). A mostra encerra a 27 de maio. escrevi um pequeno texto sobre os seus desenhos - aqui fica.
Vejam como eu respiro. Um fio de ar que é simultaneamente um traço. Todo o corpo entra na construção do desenho ganhando forma sobre a folha de papel. Cada imagem desenhada é como uma posição do corpo. Será que tudo isto é um Yoga de papel, frágil e subtil?
Recomecemos… Costas direitas, olhos fechados, ainda sem desenhar. O corpo dá o sinal de partida e a mão ensinada repete a forma, traçando. O tempo faz parte do desenho, sem pressa, adivinhando contornos.
Inspira, expira. Lá vai a mão, segurando o pincel, inscrevendo. A invenção de novos caracteres que falam da presença do corpo…o corpo da artista. Talvez uma escrita coreográfica…

Nova respiração. A mão paira sobre o papel de arroz sem lhe tocar, num movimento antigo, ágil e continuado. As formas que vão surgindo em sequência parecem iguais. Mas não o são. As ondas do mar nunca rebentam da mesma maneira sobre a areia. O nosso corpo nunca é exacto na repetição do gesto.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

BALEIZÃO, o valor da memória

Estreia. Sábado 6 de Maio. 11h. Museu do Dinheiro

"Não me lembro quando é que se instalou a cotação do Baleizão lá em casa, mas lembro-me muito bem da minha Mãe utilizar o Baleizão sempre que eu queria uma coisa que os meus pais não tinham possibilidade de comprar. Dizia-me assim: Sabes, isso não posso comprar porque é muito caro. E eu perguntava, caro, quanto? E ela dizia, muitos Baleizões! Às vezes, quando eu insistia, dizia-me a quantidade, 5, 10, 20, ou 30, conforme os casos.
O Baleizão, que a minha mãe utilizava para cotar o valor das coisas impossíveis, era um gelado de uma cervejaria com o mesmo nome, da cidade onde eu vivia. Luanda, em Angola. Custava 2$50!"

Esta é a carta que dá início ao exercício de memória e de celebração da vida, entre dois amigos, realizada através da troca de cartas, textos, desenhos e fotografias sobre as suas infâncias vividas há cerca de 50 anos.

 Aldara Bizarro | conceção e direção
Miguel Horta e Aldara Bizarro | cocriação

Museu do Dinheiro (Banco de Portugal)
Informações úteis
Largo de S. Julião, Lisboa (Baixa/Chiado)
Reservas
T. +351 213 213 240
info@museudodinheiro.pt
Entrada e participação gratuitas nas atividades