quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Oficinas improváveis no A E Madeira Torres.

Ana Gonçalves trabalhando o livro "Zoom"
As oficinas improváveis continuam pelas Bibliotecas Escolares do concelho de Torres Vedras. A última sessão foi no Agrupamento de Escolas Madeira Torres, e constituiu-se como um momento inclusivo na Biblioteca Escolar. Os alunos do ensino especial estiveram lado a lado com os colegas de uma turma do  ano. Boa parte da sessão foi conduzida pelas mediadoras Vera Fortunato e Ana Gonçalves que deram bem conta do recado. Estas intervenções nas escolas têm sido aproveitadas para formar as técnicas da Biblioteca Municipal de Torres Vedras em mediação leitora e divulgar metodologias e livros muito úteis junto dos alunos com necessidades educativas especiais. Mais aqui.

domingo, 12 de novembro de 2017

Na rota dos contadores...

Na sexta-feira à noite participei na Rota dos Contadores, promovida pelas Bibliotecas de Lisboa (BLX). A sala da Biblioteca Camões estava bem composta e o público com uma boa escuta. Contei na sala mais misteriosa, a mais antiga… Com o ambiente certo para contar a história dos dois fantasmas. A Cristina Flor tirou as fotografias que dão ideia da atmosfera da biblioteca. Comecei por um trio de contos de África e depois perdi-me alegremente com o público, escolhendo as histórias e poemas, ao correr da água. Na assistência, muitas caras conhecidas, amigas, dando conforto ao narrador. Obrigado ao Luís e aos outros técnicos da biblioteca. Temos de repetir!...

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

10x10: Uma locomotiva pedagógica no Entroncamento

 De parede em parede, antes de um Mógóró!
Em grupo
25 de outubro de 2017
A vida corre sempre muito veloz… Antes que me esqueça, quero dar-vos notícia de uma oficina do Projecto 10x10 (Gulbenkian/Descobrir) que nesta reta final do ano promove o livro “Ensaios entre e arte e educação” com especial enfoque nas micropedagogias propostas. Desta vez, coube-me a mim e à Maria Gil, promover a oficina na Escola profissional Gustave Eiffel (Entroncamento) junto de um grupo de professores motivado e bem-disposto. A formação decorreu num fantástico ateliê de expressões, com porta virada para a rua. Já conhecia a escola de um encontro anterior e tinha ficado agradavelmente surpreendido pela qualidade do espaço (e espantado ao ver uma bela locomotiva a vapor, adormecida no meio das árvores) e pelo interesse demonstrado por um pequeno grupo de docentes que lançou este pedido à Fundação Calouste Gulbenkian. Esperemos agora que frutifique. Podem contar com a minha colaboração!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Encontro Mithos a Ler

Teve lugar no fim de semana passado, sexta e sábado, o primeiro encontro da Mithos a ler, uma Biblioteca sediada na Mithos- histórias exemplares em Vila Franca de Xira. A Laredo está profundamente empenhada neste projeto que conta com o apoio da Fundação Jumbo. Uma biblioteca em construção (na coleção e nas propostas) que vai crescendo, aberta a toda a gente, comunitária e inclusiva. Este espaço de leitura e empréstimo está dedicado à população com deficiência e não só, pretende desenvolver cada vez mais as vertentes formativas e informativas, não esquecendo a fruição de momentos lúdicos. Ao longo deste ano, tenho desenvolvido uma formação regular de mediadores da leitura voluntários, que assim, poderão intervir junto de utilizadores com necessidades educativas especiais. Um dos projetos mais interessantes, desenvolvidos nesta associação é o “Vem calçar os sapatos do outro” da responsabilidade de Joana Maia, que pretende sensibilizar a comunidade escolar para as problemáticas da deficiência, nomeadamente o que diz respeito às acessibilidades. A Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira, “Fábrica das Palavras”, foi a anfitriã deste encontro que abriu com a presença da secretária de estado da inclusão, Ana Sofia Antunes e Manuela Ralha, a inspiradora presidente da Mithos, agora na condição de vereadora do município. Assim, as honras da casa foram feitas pelo Sérgio Lopes e pela Joana Maia. A equipa esteve toda presente e empenhada neste encontro que abordou temas muito variados, como refere, on line, Manuela Barreto Nunes “Falou-se de bibliotecas públicas e escolares, leitura, acessibilidade e inclusão. Hoje as tertúlias dedicam-se às políticas sociais para a vida independente, ao associativismo e participação juvenil, e à educação e mediação leitora. Tanto que se faz e é desconhecido, tanto que há para fazer. E tanto que os bibliotecários têm que aprender para que a inclusão não seja palavra vã.” Gostei bastante da mesa moderada por Vitor Figueiredo, diretor da Biblioteca Municipal e nosso anfitrião, nunca tinha dialogado com Manuela Barreto Nunes e, a avaliar pela participação do público, correu-nos bem…  A noite foi de dia 3 de novembro pertenceu aos contos! Ao lado do meu amigo Thomas Bakk e de Maria Abelha (biblioteca municipal), fomos noite fora, abrigados do temporal no Museu do Neorrealismo. Estava quase sem voz, mas fui salvo por um chá de gengibre e mel, prontamente preparado pela Joana Maia à hora do jantar. Foi uma bela sessão, adocicada pela abelha… Thomas Bakk encerrou o serão com o "Romance de Pedro Alemão", fazendo com que Maria Abelha perdesse a cabeça no meio de uma risada geral. No dia seguinte estava sem pio. E foi uma grande mesa, aquela a que assisti, moderada pela Manuela Ralha, com o deputado Jorge Falcato (amigo de antigos combates culturais), a maravilhosa Margarida Fonseca Santos e a professora bibliotecária Maria João Filipe que tem desenvolvido um trabalho notável de acessibilidade a conteúdos e inclusão nas bibliotecas do Agrupamento de Escolas de Mafra. No encerramento do encontro, Maria José Vitorino sorria: A falta que faz uma bibliotecária!…


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Mercado dos ilustradores no Folio

 pelo olhar do Mário Rainha Campos
Mergulhei no desenho durante o mercado dos ilustradores, convocado pela Mafalda Milhões para o Folio Ilustra. Deram-me uma banquinha (que conheço da fruta de Torres Vedras) e montei o estaminé, ladeado de bons vizinhos (vem as fotos aqui). Levei os meus livros, apenas umas barras de grafite e folhas de papel. A banca tinha imensos buracos que foram o mote para desconstruir as ilustrações, como se consegue ver na bela imagem captada pelo Mário Rainha Campos. Depois o resto foi o habitual, um poema ali, e logo depois uma canção e, claro, ilustrações feitas a pedido dos pequenos leitores (que lá foram todos contentes com a folha na mão). No final, o Mário convocou os feirantes para uma bela fotografia de família. Olhó passarinho!

"Dona Graça, 
a bela garça,
vai à praça de manhãzinha,
pela graça com que passa,
mais parece uma rainha,
 por isso o povo dos bichos clama,
 DONA GRAÇA VAI À PRAÇA!
 Mas faça lá o que faça,
 é sempre uma grande dama..."

Maria Alberta Menéres

Afinal não foi assim tão DILFÍCIL...

Lá apresentámos o “Dilfícil Leitura” no Fólio Educa e correu tudo bem. Apesar disso, registo que a comunicação não chegou aos destinatários ideais deste nosso projeto: unidades de ensino especial, estruturado ou de multideficiência (em ligação com biblioteca escolar). Se calhar até chegou….mas o receio, o isolamento ou a inércia fez com que os profissionais que trabalham com crianças especiais não se inscrevessem para a nossa partilha pública (?). De qualquer forma, recebemos alguns professores e uma animadora, da parte da manhã, que contaminámos da melhor maneira com a nossa crença na possibilidade da leitura junto de crianças do espectro do autismo ou portadoras de multideficiência. Da parte da tarde recebemos uma turma regular (também tinha uma criança referenciada) que se juntou ao nosso grupo misto. Acho que conseguimos passar a ideia… Foi muito bonito ver o empenho e a cumplicidade dos nossos alunos monitores que acompanharam os seus colegas especiais nas apresentações (demonstrações) dos livros, sempre coadjuvados pelos adultos. E de repente, já as crianças estavam autónomas, recolhendo livros, manipulando e mediando… sem necessidade de nenhum adulto. Uma das professoras do Cadaval que acompanharam as crianças disse-me em determinada altura: "Não se conseguem distinguir os docentes das auxiliares "; pois é, todo fazem tudo, somos mesmo um colectivo. Logo de manhã apareceu a Goretti Cascalheira da Biblioteca Municipal, de alguma forma a grande responsável por este acontecimento, na medida em que iniciou há 3 anos um programa específico de promoção do livro e da leitura junto das necessidades educativas especiais, chamando a atenção a Maria José Vitorino, ela também bibliotecária e curadora do Folio/educa, que abriu a possibilidade desta proposta ao Agrupamento de Escolas de S. Gonçalo, articulando a proposta com a professora Helena Brígida da Rede de Bibliotecas Escolares. A professora bibliotecária Joana Rodrigues tratou de abraçar a ideia! Foi uma bela caminhada até chegar ao Folio/Educa. Motivando a comunidade escolar, juntando à ideia os professores de ensino especial e as auxiliares de educação, depois, ainda, trouxemos os alunos monitores para o projeto. As famílias aderiram  a Câmara Municipal disponibilizou o transporte. Criámos uma espécie de metodologia piloto que poderá ser utilizada por outros agrupamentos de escolas, propagando a “Revolução Inclusiva”.
partilhando leituras com outros profissionais de educação
Sabemos que no agrupamento de Escolas de S. Gonçalo (Torres Vedras) segue um projeto, o “Ler é ser especial”, que necessita de todo o apoio que lhe possam dar, incluindo o financeiro, de forma a aprofundar o que foi conseguido. O Dilfícil Leitura tem ainda uma tarefa a realizar: a elaboração de um conjunto de guiões (fichas de exploração), passíveis de ser introduzidos nos programas de gestão bibliotecária, e que darão pistas para a mediação leitora especial junto de crianças com necessidades educativas especiais. Por aqui vos daremos conta…

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Dilfícil Leitura: quase em Óbidos

Esta imagem tem um grande significado para mim...
Fala muito sobre a equipa que está a trabalhar no centro escolar da Ventosa.
Quando uma Professora de ensino especial trabalha com o livro...
Estamos prontos para ir a Óbidos partilhar os nossos livros e a nossa forma de trabalhar. Os alunos monitores, que formam tandens com meninos e meninas do ensino especial, estão a ficar bem afinadinhos. A professora Joana Rodrigues já alinhavou um guião para nos orientarmos e, em breve, teremos uma ficha de exploração (proposta) para cada um dos livros apresentados. As auxiliares de educação estão entusiasmadas. As professoras de ensino especial empenhadas. O agrupamento solidário. A Biblioteca Municipal (que é a "culpada" disto tudo), atenta, garante o transporte. E a organização do Folio/Educa tem sido fantástica com o nosso grupo especial, garantindo a logística. Obrigado aos Pais por confiarem em nós e na natureza do nosso trabalho. Já sabemos que vamos receber um grupo de Cadaval, da parte da tarde. A organização do Folio/Educa tem sido fantástica com o nosso grupo especial.
Querem colaborar na revolução inclusiva? Lá vos esperamos no dia 24 no Espaço O