sexta-feira, 6 de março de 2015

De escola em escola (Sintra)

...Virámos a biblioteca escolar do avesso...
Atualmente, desenvolvo o meu trabalho em três agrupamentos do concelho de Sintra: Fitares/Rinchoa, Monte da Lua e Ferreira de Castro. Embora existam pontos de contacto entre as três propostas, elas ganham uma autonomia, uma personalidade própria em cada comunidade educativa. O “leituras diferentes” utiliza a mediação leitora como ferramenta de intervenção, e “o corpo das ideias” a educação artística. Os alunos são diferentes, as idades diferentes, as problemáticas diferentes e as personalidades (felizmente) diferentes; esta variedade permite ir aferindo um modelo de intervenção mais assertivo junto das necessidades educativas especiais. A resposta positiva dos diferentes docentes é fundamental para o sucesso desta ideia. Assim, é natural que estes projetos comecem por uma sessão inteiramente dedicada aos professores, do ensino especial ou não, onde se partilha a metodologia e as ferramentas a aplicar. Foi o caso da sessão dedicada aos professores do “monte da lua” que decorreu na biblioteca escolar.
Sessão com professores na escola de Santa Maria (Sintra)
De então para cá, o trabalho tem decorrido na secundária D. Maria (obrigado alunos das artes e de saúde pela vossa generosa participação!), D. Fernando (onde conheci um coelho verdadeiramente terapeuta e residente na sala de ensino especial) e na linda e inspiradora escola da Sarrazola (Colares) onde foram captadas as fotos que publico. Como tenho referido, todos estes projetos são inclusivos, daí que se trabalhe com o universo total da turma onde os alunos especiais estão integrados. Para além das grandes histórias coletivas desenhadas e imaginadas na biblioteca escolar em grande grupo, estamos a desenvolver um outro trabalho, em torno da identidade, a que chamámos “Cartão de cidadão”. Elegemos a identidade como tema definidor deste outro trabalho, exclusivo dos alunos da unidade. Em redor desta ideia surgirão diferentes ferramentas, fáceis de utilizar, que aos poucos contribuirão para a construção e perceção da imagem do do EU. Este modelo de intervenção nas escolas, uma quase residência do monitor/artista, tem gerado momentos de formação informal, enquanto se vai concretizando o projeto.
Depois de inventar com o corpo, escrevemos a história...

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